Matérias · Primeiro Ano

Cinesioterapia I – Parte 1

Olá, tudo bem?

Alguém curioso para saber o assunto de hoje? Ahaha, então, a matéria escolhida é Cinesioterapia I!

Definição de cinesioterapia: terapia que utiliza basicamente o movimento, um tratamento dirigido às enfermidades ou as suas sequelas utilizando-se de exercícios dosados de acordo com as condições de cada paciente. Tem como objetivo a prevenção e tratamento das disfunções ortopédicas, o desenvolvimento, a restauração e a manutenção da resistência ou força muscular, além da melhora da mobilidade articular, flexibilidade muscular e coordenação. A sua aplicação é muito importante, pois sempre que existe uma disfunção do aparelho locomotor humano, existe também uma deficiência ou desequilíbrio da função muscular.

A cinesioterapia é aplicada quando grupos musculares apresentam lesão no SNC – Sistema Nervoso Central responsável por receber e processar informações; quando grupos musculares apresentam lesão no SNP – Sistema Nervoso Periférico responsável por fazer as ligações entre o SNC e o restante do corpo – ou quando grupos musculares que por alguma razão entram em desuso e perderam força, coordenação, potência e trofismo – volume da massa muscular – como o gesso e tala.

Também se estuda a Lei do Desenvolvimento Osteoarticular que afirma que o esqueleto é tanto mais maleável (flexível) quanto menos ossificado (ossificação é o desenvolvimento dos ossos, a conversão das partes cartilaginosas em osso) está e quanto mais jovem seja o indivíduo. Eliminando as deformidades de origem traumáticas, senil ou infecciosa, podemos dizer que toda deformidade óssea origina-se entre o nascimento e os 20 anos de idade e com frequência entre os 7 e 14 anos – período em que a morfologia e a postura definem-se para o futuro. Sendo assim, a plasticidade do esqueleto nessa época por um lado facilita a má formação, porém por outro lado e pela mesma razão, favorece a correção e por isso é necessário tratar na adolescência as alterações antes que se tornem ósseas e fixas.

Lei de Ossificação e Crescimento: nem todas as regiões do esqueleto ossificam-se com a mesma rapidez e esse processo segue algumas regrinhas, algumas delas:

  • Costelas ossificam-se rapidamente, porém, continuam maleáveis graças às cartilagens costais;
  • Os pés ossificam-se mais depressa que as mãos;
  • Os corpos vertebrais possuem um crescimento mais prolongado.

Lei de Alternância de Godin: os picos de crescimento do esqueleto alternam-se de 6 em 6 meses:

  • Crescimento lateral alterna-se com o crescimento longitudinal (diz respeito a comprimento);
  • Crescimento dos MMSS (caso alguém não lembre, Membros Superiores) alterna-se com o crescimento dos MMII (Membros Inferiores);
  • Alternância lateral entre os MMII (direito e esquerdo) o que pode gerar um desequilíbrio pélvico (temporário)

A desigualdade decorrente desse processo não é preocupante na criança, visto que, o desequilíbrio é temporário, mas deve ser observada, pois pode dar origem a uma atitude escoliótica (escoliose é uma curvatura anormal da coluna, com desvio lateral). Às vezes uma escoliose persiste na idade adulta se o crescimento terminou em um momento de desequilíbrio.

E a ultima lei, Lei de Delpech, possui grande importância na Cinesio para compreendermos a etiologia (causa) das deformidades ósseas como para determinarmos o protocolo do tratamento. Segundo esta lei, a formação óssea acontece pela movimentação normal e por pressões normais de estruturas vizinhas como músculos e tendões. Assim, sempre que tivermos movimentos ou pressões anormais em superfícies ósseas ou cartilaginosas, poderão ser geradas anormalidades.

  • Exemplo 1: uma articulação imóvel ou imobilizada pode sofrer rigidez, anquilose (perda dos movimentos de uma articulação) ou soldar-se completamente quando há uma imobilização muito prolongada.
  • Exemplo 2: na coluna vertebral, quando há um desequilíbrio de pressão entre as vértebras, a coluna tenderá à flexão para um dos lados. O processo é sempre o mesmo, independente da curvatura anormal.

Na cinesioterapia existem 5 tipos de exercícios terapêuticos, porém, veremos no próximo post, combinado? A matéria não é complicada, mas fica mais fácil de compreender nas aulas práticas. Quando for falar dos exercícios, penso em gravar vídeos para facilitar a compreensão.

Qualquer dúvida que possa surgir, mandem e-mail 🙂

Até o próximo post, beijos!

 

 

 

 

Referências:

Exemplos para Lei de Delpech: http://filephysiotherapy.blogspot.com.br/2013/11/cinesioterapia.html

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3 comentários em “Cinesioterapia I – Parte 1

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