Matérias · Primeiro Ano

Cinesioterapia I – Parte 2

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Olá, tudo bem?

Como estão as aulas? Haha Hoje continuaremos com cinesioterapia, então, caso não tenha lido a primeira parte, confira aqui: Cinesioterapia I – Parte 1. Como disse no post anterior, irei falar sobre os tipos de exercícios terapêuticos, mas, antes disso, precisamos entender as posições iniciais (PI) para a execução dos exercícios.

Todo movimento está ligado a uma posição de inicio e outra de termino. Estas posições podem ser de caráter passivo ou ativo (passivo ou ativo? Já, já saberemos o que significam). Para o corpo manter-se em equilíbrio e estável (firme) temos forças agindo contra a ação da gravidade, como por exemplo, a contração isomérica (ocorre à contração muscular, mas não ocorre o movimento articular) do tronco e dos MMII. Hoje veremos as 5 PI básicas – em pé, ajoelhado, sentado, deitado e em suspensão.

  • Em pé: posição difícil de manter, pois, exige muito equilíbrio e estabilidade para o alinhamento correto do corpo; é uma postura aprendida pelo bebê e com constante evolução com grupos musculares que dão estabilidade.
  • Ajoelhado: a parte inferior do MI (a perna) está relaxada com o corpo estabilizado sobre os joelhos fletidos levemente separados e os pés em flexão plantar (quando ficamos nas pontas dos pés, ou seja, quando aplicamos uma força para baixo, fazemos a flexão plantar); o resto do corpo é mantido como na PI em pé; é desconfortável para a maioria das pessoas, mas é bastante efetiva para treinar o controle do quadril e preparo para a posição em pé.
  • Sentado: deve-se sentar com as coxas apoiadas, quadril e joelhos em flexão de 90°; pés apoiados no solo; resto do corpo como na PI em pé.
  • Deitado: é a PI mais fácil, adequada para muitos exercícios e o esforço muscular é mínimo; a coluna vertebral é aliviada do peso da cabeça e dos MMSS, portanto, é uma posição ideal para o tratamento de comprometimento da coluna.
  • Em suspensão: o corpo fica suspenso enquanto a paciente segura em uma barra horizontal, com as mãos separadas acompanhando a abertura dos ombros; quando o peso dos ombros é tirado da coluna e transmitido para os MMII, a coluna é alongada.

Tipos de exercícios terapêuticos: em qualquer exercício terapêutico, devemos usar toda a ADM (amplitude de movimento) para preservar a ADM já existente.

  • Exercício passivo: não há contração muscular voluntária e é produzido por uma força externa, ou seja, é realizado pelo fisioterapeuta, mas este sempre irá solicitar verbalmente ao paciente que ele tente contrair o músculo, para mandar um estimulo ao mesmo. Algumas indicações: obter relaxamento; para manter a elasticidade dos músculos; atender as necessidades circulatórias. O movimento passivo não serve para aumentar a força muscular. Contra indicações: em região de fraturas não consolidadas e imediatamente após cirurgias de tendão, músculo e ligamento.
  • Exercício ativo-assistido: exercício no qual o paciente realiza o movimento com auxilio do fisioterapeuta e este auxilio será dado somente depois que o paciente realizar o movimento que ele consegue de acordo com a capacidade do músculo solicitado. Obs: As indicações e as contra indicações para a execução deste tipo de exercício são as mesmas do exercício ativo, considerando-se que sempre haverá alguma limitação e então o paciente necessitará de auxílio para terminar o movimento.
  • Exercício ativo: é o movimento livre de um segmento, produzido por uma contração ativa e voluntária; o paciente executa o exercício sozinho, porém, sob supervisão do fisioterapeuta. Indicações: manter e/ou aumentar ADM; começar a desenvolver força muscular; desenvolver coordenação motora; para manter a elasticidade e contratilidade dos músculos. O movimento ativo não serve para aumentar a força muscular em músculos já fortes e manter trofismo em grupos musculares bastante fortes. Contra indicações: quando as condições cardiovasculares do paciente são instáveis e o exercício pode colocar em risco a sua vida (por exemplo, o infarto) e imediatamente após cirurgia de músculo, tendão ou ligamento, mesmo que o paciente consiga fazer o movimento.
  • Exercício resistido: é uma forma de exercício na qual há uma contração muscular voluntária, ou seja, o paciente realiza o movimento e esta contração é resistida por uma força externa manual ou mecânica; esta força externa vai ser aplicada de acordo com o potencial do músculo. Resistência manual é feita pelo fisioterapeuta, exemplo: se o exercício está sendo aplicado no braço, o fisioterapeuta irá fazer uma resistência nesse braço. Resistência mecânica é o exercício ativo no qual a resistência é aplicada com equipamentos e/ou aparelhos; útil quando necessário uma força maior que a do fisio. Indicações: melhorar a função física geral; aumentar a força muscular: para isso a contração muscular precisa ser resistida ou receber uma carga para promover a hipertrofia ( aumento do tamanho do músculo); aumentar a resistência à fadiga através da repetição do exercício, com uma resistência média e com maior velocidade. Contra indicações: quando não houver uma ADM boa, adequada e quando houver dor (diminuir ou suspender o exercício resistido). Precauções: evitar que o paciente prenda a respiração e prevenir movimentos substitutivos. Para a realização do resistido, devemos realizar testes, como avaliar a ADM e algo importante é a voz de comando, ou seja, incentivar o paciente a vencer a força que está sendo aplicada.

Irei fazer um post especifico sobre alongamentos ok? Hoje encerro por aqui para voltarmos um pouquinho para nossa amada anatomia rs 😀 Qualquer duvida que possa surgir, deixe um comentário ou mandem e-mail!

Agora que as aulas voltaram/iniciaram, para não perder nenhum post, siga e receba tudo por e-mail. Cadastre-se no botão “Seguir”. 😉

Até o próximo post, beijos!

Referências:

Exercícios Terapêuticos: http://filephysiotherapy.blogspot.com.br/2013/11/cinesioterapia.html

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4 comentários em “Cinesioterapia I – Parte 2

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